A ostomia ainda é um tema cercado por dúvidas, receios e, principalmente, desinformação.
Muitas pessoas associam esse procedimento a limitações extremas ou a uma condição definitiva, quando, na verdade, a ostomia é frequentemente uma solução que salva vidas e devolve qualidade de vida ao paciente.
Neste artigo, vamos explicar o que é a ostomia, quando ela é indicada e esclarecer os mitos mais comuns que contribuem para o preconceito em torno do tema.
O que é ostomia?
Antes de falarmos dos mitos, é importante entender o conceito.
A ostomia é um procedimento cirúrgico que cria uma abertura no abdômen, chamada de estoma, para permitir a eliminação de fezes ou urina quando o caminho natural não pode ser utilizado temporária ou permanentemente.
Ela pode ser indicada em diferentes situações clínicas, sempre com o objetivo de preservar a saúde, permitir a recuperação do organismo ou garantir a sobrevivência do paciente.
Com esse entendimento básico, fica mais fácil desfazer equívocos comuns sobre o tema. Confira alguns mitos:
Mito 1: “As ostomias são sempre permanentes”
Esse é um dos mitos mais frequentes. Embora algumas ostomias sejam definitivas, muitas são temporárias.
Em diversos casos, o procedimento é realizado para permitir que uma parte do intestino se recupere de inflamações, infecções, cicatrizes, abscessos ou fístulas. Após esse período de recuperação, a ostomia pode ser revertida.
Cada caso é único, e apenas a avaliação médica pode definir se a ostomia será temporária ou permanente.
Mito 2: “Apenas pacientes com câncer usam ostomia”
Apesar de o câncer ser uma das indicações possíveis, ele está longe de ser a única.
A ostomia também pode ser necessária em casos de doenças inflamatórias intestinais, diverticulite grave, obstruções intestinais, traumas, lesões e até anomalias congênitas.
A ostomia não define uma doença específica, mas sim uma estratégia de tratamento adequada a diferentes condições clínicas.
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Mito 3: “Não é possível ter vida íntima após a ostomia”
É natural que surjam inseguranças após a cirurgia, mas a realidade é outra.
Com o processo de adaptação e orientação adequada, é possível manter uma vida social ativa e relações íntimas satisfatórias. Atualmente, existem acessórios como faixas e capas para a bolsa, que oferecem mais discrição, conforto e segurança.
A ostomia não impede relações afetivas ou íntimas, informação e apoio fazem toda a diferença.
Mito 4: “A bolsa de ostomia sempre causa mau odor”
Outro equívoco comum. Com higiene correta, uso de bolsas adequadas e trocas regulares, a bolsa não exala cheiro. Além disso, a maioria dos dispositivos modernos possui filtros que neutralizam odores.
O mau odor não faz parte da rotina da pessoa ostomizada quando os cuidados são seguidos corretamente.
Mito 5: “É preciso mudar totalmente o jeito de se vestir”
Muitas pessoas acreditam que roupas especiais são obrigatórias, mas isso não é verdade.
A bolsa de ostomia é fina, bem ajustada ao corpo e, na maioria dos casos, fica praticamente imperceptível sob a roupa. Pouquíssimas adaptações são necessárias no guarda-roupa.
A ostomia não limita o estilo ou a liberdade de se vestir.
Mito 6: “Não é possível praticar atividades físicas ou nadar”
Após liberação médica, a atividade física não só é permitida, como recomendada.
É possível tomar banho, nadar e manter uma rotina ativa, respeitando apenas algumas restrições em esportes de alto impacto ou com contato direto na região do estoma.
Movimento e bem-estar continuam fazendo parte da vida da pessoa ostomizada.
Informação combate o preconceito
Um dos maiores desafios da pessoa ostomizada não é a bolsa, mas o preconceito gerado pela falta de informação.
A ostomia é um procedimento que salva vidas, promove recuperação e devolve autonomia. Quanto mais falamos sobre o tema de forma clara e responsável, mais contribuímos para uma sociedade informada, empática e acolhedora.
Na ProctoGastroClínica, o cuidado vai além do procedimento: envolve orientação, acompanhamento e respeito à individualidade de cada paciente.
Se você ou alguém próximo convive com uma ostomia ou precisa de avaliação especializada, conte com a equipe da ProctoGastroClínica.
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